<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38428585</id><updated>2011-04-22T09:46:46.283+12:00</updated><title type='text'>Natusch. Igor Natusch.</title><subtitle type='html'>Só isso.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://natusch.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://natusch.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Natusch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15813861164823244467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38428585.post-8802759570372004706</id><published>2007-04-18T17:35:00.000+12:00</published><updated>2007-04-18T17:43:51.170+12:00</updated><title type='text'>Mudamos</title><content type='html'>Pois então, pessoas. A singela ameaça do post anterior se confirma: estou de endereço novo. Agora, estou publicando meus humildes textos no seguinte endereço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://natusch.wordpress.com/"&gt;http://natusch.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os posts feitos aqui estão lá reproduzidos, e a partir de agora não haverá mais atualizações por aqui - só lá. Espero que vocês gostem da mudança de ares e de visual - eu, particularmente, achei que ficou muito bacana. Da mesma forma, os que bondosamente me lincam em seus blogs particulares estão convidados a efetuar essa pequena mudança de endereço em seus templates e blogrolls.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, nada muito drástico. Só muda a casa; o resto segue igualzinho. Divirtam-se, e sejam felizes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38428585-8802759570372004706?l=natusch.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://natusch.blogspot.com/feeds/8802759570372004706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38428585&amp;postID=8802759570372004706&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/8802759570372004706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/8802759570372004706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://natusch.blogspot.com/2007/04/mudamos.html' title='Mudamos'/><author><name>Natusch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15813861164823244467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38428585.post-7405390620783434203</id><published>2007-04-15T08:17:00.000+12:00</published><updated>2007-04-15T09:03:44.874+12:00</updated><title type='text'>Quero brincar de Johnny Ramone</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Zl3OSBzBYM0/RiFBYcUoLMI/AAAAAAAAAE0/uDzopOcMe74/s1600-h/Johnny-Ramone-RIP.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053392145061784770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="224" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Zl3OSBzBYM0/RiFBYcUoLMI/AAAAAAAAAE0/uDzopOcMe74/s320/Johnny-Ramone-RIP.jpg" width="262" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tenho pensado em comprar uma guitarra. Bem, no fundo isso não é bem verdade: acho que só agora, na frente do PC, eu de fato organizei as idéias ao ponto de formular uma sentença coerente do tipo. Mas é fato: quero, sim, tocar guitarra. Sim, eu sei que comprei um baixo faz bem pouco tempo e não, não estou de modo algum pensando em abandonar as quatro cordas e muito menos a minha mui amada banda de Metal. Na verdade, eu só ando com vontade de tocar guitarra, sem maior preocupação técnica, uma coisa bem 'just for fun' mesmo. Talvez tenha a ver com o fato de eu andar ouvindo muito punk rock ultimamente (especialmente Ramones, como qualquer um que passou por perto de mim nas últimas semanas sabe muito bem) e até arriscado umas composições em três acordes bem sem-vergonhas de uns dias para cá. Talvez - e acho que isso é até mais provável - eu esteja começando a achar graça de novo na música, depois de um tempo meio longo em que as coisas estavam estacionadas e eu mesmo acabei me acomodando um pouco demais. Ando cheio de planos - o que é uma desgraça, posto que não tenho em absoluto tempo para concretizá-los - e, que diabos, dificilmente vou ganhar dinheiro tocando, então que se dane. Quero dar risada e brincar de Johnny Ramone enquanto é tempo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas, se vocês acham que eu vou botar uma grana alta numa guitarra zero quilômetro, vocês devem achar que estou rico e, sinceramente, estarão redondamente enganados. Tenho duas prestações do meu baixo para pagar, e lá pelo meio do ano quero ter um computador zerinho em casa, pronto para eu poder trabalhar no que quiser - música, inclusive. Então, digamos que botar fortunas num instrumento que pouco mais será do que um brinquedo é excentricidade demais para um humilde assalariado como eu. De repente eu compro a do meu irmão, uma Epiphone que está encostada há tempos - é uma opção barata e adequada ao momento. Ou então continuo fazendo "air guitar" no meio da rua, como inclusive me peguei fazendo no meio da João Pessoa um dia desses. De qualquer maneira, alguém aí tem ou conhece quem tenha uma guitarra velha e barata para vender? Estudo propostas. De repente até uns ensaios sem compromisso, vai saber...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;NOTA DE RODAPÉ: Estou estudando seriamente a possibilidade de mudar o endereço desse blog. Calma, calma: estou curtindo a volta ao esquema blogueiro, e não cogito abandoná-lo tão cedo. É só mudança de provedor, mesmo. O Blogger é legal, mas muito simples, e ando com vontade de dar umas incrementadas por aqui. Graças a alguns blogs - como os do Luis Felipe, da Emily e da Cris Simon - acabei tendo contato com o WordPress, e gostei um bocado. A possibilidade de mudança de ares se fortalece; avisá-los-ei, se for o caso.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38428585-7405390620783434203?l=natusch.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://natusch.blogspot.com/feeds/7405390620783434203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38428585&amp;postID=7405390620783434203&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/7405390620783434203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/7405390620783434203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://natusch.blogspot.com/2007/04/quero-brincar-de-johnny-ramone.html' title='Quero brincar de Johnny Ramone'/><author><name>Natusch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15813861164823244467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Zl3OSBzBYM0/RiFBYcUoLMI/AAAAAAAAAE0/uDzopOcMe74/s72-c/Johnny-Ramone-RIP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38428585.post-7114014343833443883</id><published>2007-03-31T19:08:00.000+12:00</published><updated>2007-03-31T19:40:55.538+12:00</updated><title type='text'>O homem na frente do Madre Pelletier</title><content type='html'>Ônibus. Voltando para a casa, depois de longo dia de trabalho e antes de curta e um tanto frustrante incursão no mundo cada vez menos atrativo das festas pseudo-fabicanas. Calor, muito calor. Cabeça enconstada no vidro, pensando num banho rápido, na primeira e única refeição minimamente decente do dia e torcendo ingenuamente por um mínimo de músicas decentes na festa em que eu iria horas depois. Como todos os dias, o ônibus que pego passa na frente do Madre Pelletier. Um trajeto comum, de uma viagem comum, de um cotidiano banalizado e insensivelmente comum. O que não era nada comum era o homem parado de pé no meio da rua, olhando fixamente para uma das janelas gradeadas do presídio feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava simplesmente parado ali, entendem? Olhando para cima, alheio a tudo que não tivesse relação com seja lá o que fosse que o levava a ficar naquela posição. Tinha um daquelas sacos de papel de supermercado na mão, que usava à guisa de sacola, e vestia uma calça de abrigo que um dia fora azul e uma camiseta que um dia deve ter sido branca e tido algum tipo de estampa colorida. Uma pessoa marginal, não no sentido de ser um bandido, mas sim de ser um ser humano que trazia em si os traços de uma vida vivida à margem, na privação e na falta de perspectivas. Uma pessoa simplesmente parada lá, olhando para a janela gradeada do Madre Pelletier, sem admitir interrupções, sem desviar o olhar. E essa simples visão foi uma das coisas mais singelamente bonitas que vi em muito, muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha ninguém dependurado na janela. Se ele olhava para cima buscando ver uma esposa ou namorada, estava certamente fracassando, pois não havia ninguém para ser visto. E ainda assim, fiquei com a impressão de que era isso mesmo - que aquela pessoa, humilde de uma maneira que só a pobreza ensina a ser, estava em busca da visão de alguém a quem queria bem, e que a circunstância ocasional de essa pessoa não estar visível era frágil demais para detê-lo na observação. Aguardava, certamente, que ela surgisse, e pelo que me pareceu aguardaria até o fim do universo se fosse preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vi o final desse pequeno drama urbano: o ônibus não foi nada paciente, e tão logo as pessoas que embarcavam desistiram de seguir embarcando, tomou seu rumo sem espaço para observações pueris. O homem sumiu da minha vista ainda olhando, ainda concentrado, ainda digno em sua espera sem concessões. Invejei o homem, admito: porque ele sabia o que queria, e admitia esperar pelo que fosse para que tudo chegasse ao fim da melhor maneira. Quantos de nós podem dizer que têm esse tipo de certeza?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38428585-7114014343833443883?l=natusch.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://natusch.blogspot.com/feeds/7114014343833443883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38428585&amp;postID=7114014343833443883&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/7114014343833443883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/7114014343833443883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://natusch.blogspot.com/2007/03/o-homem-na-frente-do-madre-pelletier.html' title='O homem na frente do Madre Pelletier'/><author><name>Natusch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15813861164823244467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38428585.post-1495480714370061130</id><published>2007-03-21T17:55:00.002+12:00</published><updated>2007-03-21T18:05:30.344+12:00</updated><title type='text'>Breve fábula sobre o conhecimento adquirido</title><content type='html'>Primeiro dia de treinamento dos novos monitores no Estúdio de TV da Fabico. No início da noite, chegam quatro novatos, e eu e o sagaz DJ Manua nos pomos a dar as primeiras noções do maravilhoso mundo do vídeo para eles. Ok, isso é uma ilha de edição, isso é uma câmera, essas são nossas maravilhosas lâmpadas de luz fria que vão evitar que nossos apresentadores de Tele1 apareçam suando na tela, enfim. Daí chego na sala bem do fundo, onde ficam as ilhas para as produções do núcleo, e começo a falar do nosso equipamento que produz cópias para decupagem. Falo das fitas Mini DV, da gravação em fitas VHS, de como se tem que ligar aqui para que aquilo lá funcione e tal e coisa, e de repente a pergunta singela, feita por uma das meninas que ouviram com toda a atenção possível o que eu dizia, me desarma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá, mas o que é decupagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: ninguém nasce sabendo, Igor Natusch. Ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e acabei de editar o documentário do Gramado Cine Vídeo. Alguns vão entender o valor dessa singular conquista; a maioria não, mas enfim. Estou aliviado, então me perdoem a afirmação (quase) sem sentido e saibam que a leitura rápida e desinteressada da mesma ajudou a fazer um profissional de vídeo feliz. Obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38428585-1495480714370061130?l=natusch.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://natusch.blogspot.com/feeds/1495480714370061130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38428585&amp;postID=1495480714370061130&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/1495480714370061130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/1495480714370061130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://natusch.blogspot.com/2007/03/breve-fbula-sobre-o-conhecimento_8236.html' title='Breve fábula sobre o conhecimento adquirido'/><author><name>Natusch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15813861164823244467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38428585.post-7132850709197938063</id><published>2007-03-18T14:36:00.000+12:00</published><updated>2007-03-18T15:22:38.210+12:00</updated><title type='text'>Ansiedade de uma noite de sábado</title><content type='html'>Estou, nesse momento do fim de semana, tentando escrever um roteiro. Não entrarei em detalhes sobre o assunto, prefiro entrar nesses pormenores em momento mais adequado. Basta que saibam que estou escrevendo um roteiro. E que está sendo difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, quando estou inventando algo, me transformo em uma pessoa muito inquieta. Ando pela casa como um louco, falo sozinho como um louco, faço gestos largos e exagerados como qualquer louco faria. Minha respiração acelera, meus dedos ficam inquietos tamborilando no que quer que encontrem no caminho e uma fome originária da ansiedade me faz beliscar qualquer coisa que pareça remotamente comestível. Acima de tudo, me torno meio cego e surdo: as coisas ficam meio embotadas, nada parece importante a não ser o que eu esteja tentando inventar e/ou elaborar. No caso, um roteiro para um curta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é divertido. Não é nada divertido, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eu fico me perguntando se vale a pena, isso. Querer se envolver com cinema, no Brasil. De vez em quando, acabo sendo realmente um pouco injusto comigo mesmo, e critico a mim mesmo com dureza. Me envolver com vídeo universitário: tem maior perda de tempo que isso? Se estressar desgraçadamente, tirar grana do próprio bolso, perder tempo, saúde e células cerebrais. Arrastar amigos(as) para o mesmo buraco, e juntos se afundarem na confusão e na incerteza. Se decepcionar com pessoas, depender da boa vontade de quem não quer ter boa vontade nenhuma, fazer as coisas sem ter o tempo adequado, dormir mal, comer mal, ficar mal. E para quê? Para fazer um punhado de filmes que quase ninguém vê, para receber no máximo alguns elogios de almas caridosas e só. Tantas vezes esse esforço todo parece inútil, parece fútil, parece uma grande bobagem. Sério, de vez em quando dá vontade de jogar tudo para o alto e se acomodar bem quietinho na segurança de um servicinho burocrático qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse sentimento nunca dura muito tempo. Começo a lembrar das coisas legais que aconteceram desde que resolvi embarcar nessa canoa furada, e logo me sinto bem de novo. Lembro das pessoas fantásticas que conheci, dos momentos divertidos que vivi e de como minha vida mudou desde que comecei a querer dar uma de realizador audiovisual. Não acho que eu possa desistir disso tudo, mesmo que eu quisesse - e, na moral, eu não quero. Os momentos de questionamento são frutos da ansiedade, também - mas, como a própria ansiedade que os gera, passam assim que as idéias certas aparecem e eu coloco a cabeça no lugar. A canoa pode até afundar, mas a viagem vai ter valido a pena de qualquer modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De mais a mais, a gente faz as coisas porque precisa fazer, porque sente que elas têm que ser feitas e porque se não for a gente a fazer ninguém fará. Então, que assim seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, chega de auto-análise. Voltemos ao roteiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38428585-7132850709197938063?l=natusch.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://natusch.blogspot.com/feeds/7132850709197938063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38428585&amp;postID=7132850709197938063&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/7132850709197938063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/7132850709197938063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://natusch.blogspot.com/2007/03/ansiedade-de-uma-noite-de-sbado.html' title='Ansiedade de uma noite de sábado'/><author><name>Natusch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15813861164823244467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38428585.post-7891178701497840725</id><published>2007-03-10T18:20:00.000+13:00</published><updated>2007-03-10T19:51:23.316+13:00</updated><title type='text'>51st STATE: ainda (muito) atual</title><content type='html'>Nesses tempos de visita de George W. Bush à América Latina, é óbvio que eu não poderia pensar em outra coisa que não no New Model Army. &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Zl3OSBzBYM0/RfJR5N60bPI/AAAAAAAAACo/7F9p4JQNZ54/s1600-h//dbImages/28439_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5040180976411766002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Zl3OSBzBYM0/RfJR5N60bPI/AAAAAAAAACo/7F9p4JQNZ54/s320/%255CdbImages%255C28439_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sim, o New Model Army. Grande banda inglesa dos anos 80, uma das mais criativas e politizadas do tal "pós punk" britânico e, mais importante, uma das primeiras a exibir um sentimento de censura aos Estados Unidos em suas letras. Em várias de suas composições, a banda de Justin Sullivan (ou 'Slade the Leveller', como preferem os saudosistas dos 80s) descia a lenha na política norte americana dos tempos de Guerra Fria - e na subserviência de Margaret Tatcher e do governo inglês às patotadas da antiga colônia. Mas para mim nada que eles fizeram se compara à estupenda "51st State". Trata-se de uma pérola, não só musicalmente - revezando arranjos de violão e guitarradas pesadas com grande desenvoltura - como também liricamente - a letra, escrita na verdade por Ashley Cartwright do The Shakes, é de uma ironia feroz e de subentendidos que falam alto, bem alto. O título refere-se ao conceito do 51º estado americano, muitas vezes usado para se referir a países ou territórios que os EUA consideram estratégicos e onde eles investem pesado no lobby político e militar. Ah, vá lá, segue a letra abaixo para vocês terem uma noção:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Look out of your windows, watch the skies&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Read all the instructions with bright blue eyes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;We're W.A.S.Ps, yeah proud American sons&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;We know how to clean our teeth and how to strip down a gun&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;We're the 51st state of America &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Our star-spangled Union Jack flutters so proud&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Over the dancing heads of the merry patriotic crowd&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Tip your hat to the Yankee conquerors&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;We've got no reds under the bed with guns under our pillows&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;We're the 51st state of America &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Here in the land of opportunity&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Ah! Watch us revel in our liberty&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;You can say what you like but it doesn't change anything&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Because the corridors of power they're an ocean away &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;We're the 51st state of America&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E como eu estou muito, mas muito bonzinho hoje, tomem aí o mp3 da música também:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/20283409/1-11__New_Model_Army_-_51st_State.mp3.html"&gt;http://rapidshare.com/files/20283409/1-11__New_Model_Army_-_51st_State.mp3.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O mais impressionante para mim, no caso, é perceber como a letra dessa música (escrita em 1986) encaixa bem com o panorama atual. Vinte anos se passaram, os "inimigos da democracia" são outros, mas as coisas seguem seu rumo no mesmo ritmo de antes. E o Reino Unido segue sendo o bom menino que faz tudo que o dono manda. Pois é.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enfim, se esse post não presta para mais nada (afinal, &lt;em&gt;You can say what you like but it doesn't change anything&lt;/em&gt;), pelo menos curtam a canção. Se gostarem, comprem e/ou baixem o disco que tem essa música (o magistral "The Ghost of Cain") e depois a discografia inteira. Isso sim é que devia tocar nas festas anos 80, não aquele monte de música brega...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;NOTA DE RODAPÉ: Vocês leram a "reportagem especial" da Zero Hora de quarta sobre a invasão da Via Campesina às supostas "áreas florestais"? Sério, se não viram, dêem um jeito de arranjar o jornal de quarta e verem com os próprios olhos. A manchete de capa já é linda: "o setor florestal como alvo", como se plantações de eucalipto fossem mata nativa do RS. Mas o filé mesmo é a "reportagem" em si - confesso que mesmo eu, acostumado a ser crítico com as bobagens da ZH, fiquei abismado lendo essa "matéria". É uma aula de não-jornalismo, um desfile de imparcialidade, uma pérola de cretinice do mais alto quilate. Nenhum contraditório (falaram até cansar com os empresários prejudicados, mas de representantes da Via, nem um suspiro), nenhum interesse em esclarecer os fatos que ocorreram, nem mesmo uma tentativa discreta que seja de disfarçar a falta de vergonha na cara. É um editorial (mal escrito) travestido de matéria "jornalística", e a desfaçatez é tal que nem assinatura a "reportagem" tem. Afinal, é "reportagem especial", para que assinar, não é? Nem é questão de simpatizar com a Via Campesina ou com o MST, é de ver uma coisa que deveria ser muito séria ser tratada de modo extremamente tendencioso sem que haja sequer respeito à inteligência do leitor. Que vergonha do jornalismo gaúcho, meu Deus.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38428585-7891178701497840725?l=natusch.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://natusch.blogspot.com/feeds/7891178701497840725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38428585&amp;postID=7891178701497840725&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/7891178701497840725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/7891178701497840725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://natusch.blogspot.com/2007/03/51st-state-ainda-muito-atual.html' title='51st STATE: ainda (muito) atual'/><author><name>Natusch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15813861164823244467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Zl3OSBzBYM0/RfJR5N60bPI/AAAAAAAAACo/7F9p4JQNZ54/s72-c/%255CdbImages%255C28439_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38428585.post-3638894223738882531</id><published>2007-02-27T18:54:00.000+13:00</published><updated>2007-02-27T19:13:44.194+13:00</updated><title type='text'>Formatura da Fabico (ou A vida não é um crepe de ricota com nozes flambado no conhaque, mas bem que poderia ser)</title><content type='html'>Como era de se esperar, fui sábado na formatura do pessoal da comunicação da Fabico. Eu conhecia vários dos(as) formandos(as), então era meio inevitável a minha presença. Mas não vou falar aqui dos sentimentos que me acometeram ao ver um monte de gente que entrou junto comigo na faculdade se formando, ou dos momentos cômicos da cerimônia, ou das homenagens ao Gabriel (que, caso alguém não saiba, morreu tragicamente dois dias antes de defender sua monografia), nem das pessoas que revi por lá e das que achei que ia ver e não consegui. Não... Não vou falar de nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou falar do crepe que eu comi, isso sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi na recepção da Débora, a primeira das duas pelas quais passei naquela noite – a outra foi a da Ana Luiza. Bem legal: lugar muito bonito, ambiente bacana, bons amigos, bebida farta e boa comida. Fiquei um tempo mais na manha, só na conversa e na bebida para descontrair, mas uma hora o estômago se manifesta e o guerreiro acaba tendo que repor as energias depois de 3 horas de formatura. O Zeh tava lá, dizendo que o tal crepe era divino, então resolvi passar lá para ver qual que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vi. Uma massa fininha e apetitosa era recheada com uma mistura de ricota com nozes que era uma coisa linda de se ver, que dirá de comer. O cozinheiro fechava o crepe na própria frigideira, com movimentos experientes de braço e ombro, e depositava o conhaque por volta da iguaria para o grande momento plástico daquela já bonita visão. Breves instantes de contato com o fogareiro e voilá: surgia a chama, enorme, flambando o acepipe antes que nossos olhos maravilhados compreendessem de todo o que estava se passando. E daí nos restava o crepe pronto para degustação, tão tangível e comestível que de certo modo seu fascínio quase se perdia depois de uma preparação tão impactante. Até a primeira garfada, é claro – porque o gosto daquilo, acreditem-me, era não menos do que celestial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendita a faculdade que, ao fim de seu curso, leva uma pessoa de bom coração a oferecer aos amigos um alimento de sabor tão sensacional. Depois de anos de salas aos pedaços, currículo embromador, professores embromadores, colegas embromadores e um ar de embromação tão intenso no ar que se torna quase impossível você mesmo não virar um embromador, um crepe de ricota com nozes flambado no conhaque é um consolo dos mais válidos e comoventes. Degustar um crepe desses é celebrar a vida, é comemorar o fim de uma fase importante sem lágrimas e sem remorsos. Quem se importa se os amigos vão indo embora e você vai ficando, cada vez mais sem raízes e sem ter no que se agarrar? Que diferença fazem as hesitações profissionais e as incertezas da monografia? Quem liga se o fim vai chegando mais e mais perto e a gente não tem certeza nenhuma se quer que acabe mesmo ou não? Sim, sentiremos falta de ir no Dacom depois do almoço no RU, ficar ouvindo um som e conversando com pessoas legais enquanto esperamos nossa vez na sinuca. Vamos ter saudade das aulas horríveis transformadas em momentos inesquecíveis graças a uma conversa em folha de caderno ou uma partida clandestina de truco. Lembraremos saudosos dos dias alegres de graduação, quando o fim da estrada se escondia atrás da curva e a moleza parecia que não ia acabar: mas quem liga? Se, no fim do caminho, tivermos a chance de saborear um crepe de ricota com nozes flambado no conhaque, deixar tudo para trás talvez até acabe mesmo valendo a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. Acho que está na hora de me formar de uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NOTA DE RODAPÉ: assisti esses dias "À Procura da Felicidade", com Will Smith. Bem bonzinho o filme: história bacana, roteiro bem redondinho (as reviravoltas do protagonista em busca de suas máquinas de tomografia óssea são muito bem inseridas no filme, de modo que se esquece fácil fácil que são no fundo desnecessárias para a história), um direção simples e competente de Gabriele Muccino e uma ótima atuação de Will Smith, construindo um personagem tocante na sua dedicação ao filho e na sua determinação em ter sucesso. Tem alguns momentinhos que beiram o exagero, e é óbvio que reproduz um clichê hollywoodiano típico (o bom moço que supera dificuldades tremendas para conquistar seu quinhão no 'american dream') sem nenhuma tentativa de ousar, mas no fim das contas cumpre o seu papel de entreter uma platéia com muitas e muitas sobras. Nunca esqueçam disso, meninos e meninas: cinema é, antes de tudo, diversão. Bem bacaninha, recomendo.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38428585-3638894223738882531?l=natusch.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://natusch.blogspot.com/feeds/3638894223738882531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38428585&amp;postID=3638894223738882531&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/3638894223738882531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/3638894223738882531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://natusch.blogspot.com/2007/02/formatura-da-fabico-ou-vida-no-um-crepe.html' title='Formatura da Fabico (ou A vida não é um crepe de ricota com nozes flambado no conhaque, mas bem que poderia ser)'/><author><name>Natusch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15813861164823244467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38428585.post-2702904837960899383</id><published>2007-02-15T16:17:00.000+13:00</published><updated>2007-02-15T16:43:20.850+13:00</updated><title type='text'>Breves comentários sobre música na vida recente de Natusch</title><content type='html'>&lt;div&gt;1) Comprei meu baixo novo. Hooray! É um Ibanez azul e preto, de pintura brilhante, e tem um timbre que me agradou deveras. Foram cerca de dois anos pensando no assunto, estudando possibilidades e torcendo por aportes financeiros que financiassem a empreitada - ou seja, vocês podem imaginar minha alegria. Eu colocaria uma foto dele aqui, se a tivesse tirado - só uma, e bem pequena, que isso não é fotolog. Mas enfim. Ele será bem útil nas gravações da demo da minha banda, que estão em estágio inicial. Aliás, isso até merece um novo tópico, não? Então;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2) Minha banda está no estágio inicial da gravação de sua segunda demo. Gravamos a maioria das guias (que são versões bem cruas das músicas para que especialmente o baterista use de referência na hora de gravar suas partes) na sexta passada, e amanhã de manhã devemos concluir umas coisinhas que ficaram faltando. Em março deve rolar a maioria das sessões propriamente ditas, e num fim de semana desses estarei em um estúdio da zona sul registrando minhas linhas de baixo. Estou feliz desse período ter finalmente chegado, e ansioso para ouvir os resultados. Se vai ser a mais nova sensação do Heavy Metal ou não, para mim não faz muita diferença. Bom eu garanto que vai ficar, de qualquer modo...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Zl3OSBzBYM0/RdPWhPqR5iI/AAAAAAAAACc/kETEZssU3q4/s1600-h/B0009IOR0C.01._AA240_SCLZZZZZZZ_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031601075330868770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 170px; CURSOR: hand; HEIGHT: 174px" height="189" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Zl3OSBzBYM0/RdPWhPqR5iI/AAAAAAAAACc/kETEZssU3q4/s320/B0009IOR0C.01._AA240_SCLZZZZZZZ_.jpg" width="189" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;3) Algo um pouco mais construtivo e menos auto-indulgente, que fica como dica para vocês. Até agora, o melhor disco que ouvi em 2007 foi lançado em 2005: &lt;em&gt;The Warrior's Code&lt;/em&gt;, do Dropkick Murphys. Confesso que desconhecia de todo essa banda: um bando de jovens criados em uma comunidade irlandesa nos EUA, que somaram a seu punk rock um monte de elementos folclóricos e instrumentos como realejo, violino e gaita de foles. É simplesmente genial. Músicas muito bem escritas, letras inteligentes e energia a rodo - ou seja, nada de Blink 182 (perdoem o palavrão) por aqui, pessoal. "The Green Fields of France", aliás, é uma das músicas mais bonitas que ouvi em muito, muito tempo: a narração em primeira pessoa de um cara que senta ao lado do túmulo de um soldado da Primeira Guerra Mundial, conduzida por um arranjo simples de piano. É lindíssimo, realmente comovente. Façam um favor a si mesmos e arranjem esse CD, seja como for. Vale a pena.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38428585-2702904837960899383?l=natusch.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://natusch.blogspot.com/feeds/2702904837960899383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38428585&amp;postID=2702904837960899383&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/2702904837960899383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/2702904837960899383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://natusch.blogspot.com/2007/02/breves-comentrios-sobre-msica-na-vida.html' title='Breves comentários sobre música na vida recente de Natusch'/><author><name>Natusch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15813861164823244467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Zl3OSBzBYM0/RdPWhPqR5iI/AAAAAAAAACc/kETEZssU3q4/s72-c/B0009IOR0C.01._AA240_SCLZZZZZZZ_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38428585.post-8013964740750229569</id><published>2007-02-09T18:27:00.000+13:00</published><updated>2007-02-09T19:00:47.975+13:00</updated><title type='text'>Sentimentalismos de uma tarde de fevereiro (ou O dia em que Natusch meteu a mão nos arquivos do Caderno 2)</title><content type='html'>Passei esses dias envolvido na reorganização do arquivo do Caderno 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá bom, eu explico. Caderno 2 é um programa de TV desenvolvido pelos monitores que trabalham no Estúdio de TV da faculdade de Comunicação da UFRGS. É tipo uma revista eletrônica, falando de atividades culturais que ocorrem em Porto Alegre. A linguagem, embora descontraída, procura seguir certos preceitos básicos de produção em televisão, e o programa acaba sendo uma grande oportunidade de aprendizado para alunos que querem trabalhar com vídeo e TV em suas carreiras profissionais. O arquivo da nova fase do programa estava bagunçado, e como fico meio sem fazer nada lá no estúdio acabei decidindo fazer algo de útil e botar ordem naquela coisa toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o Caderno 2 é um projeto meio antigo dentro do Núcleo de TV, que foi ressucitado em 2005 por um grupo de monitores cansados de ficar por lá sem fazer nada, entre os quais eu me incluo. Uma das coisas interessantes de ficar decupando e arrumando tudo foi perceber a evolução do negócio: no início, éramos bem ingênuos no tocante à edição e tínhamos alguns problemas sérios de linguagem. Com o tempo, fomos pegando o jeito, e saíram de fato algumas matérias bastante boas, embora o formato ainda estivesse meio longe do ideal. Daí, no fim de 2005, quase todo mundo envolvido saiu do estúdio por um motivo ou outro: fiquei só eu, e levou um tempo até reestruturar a equipe e tal. Trabalhamos bastante em 2006, e no meio do ano fomos recompensados: ganhamos o prêmio de Melhor Programa de TV universitário gaúcho no Gramado Cine Vídeo, que corre paralelo ao Festival de Cinema de Gramado. Hoje em dia, estamos em nova transição - mais suave do que a anterior, mais ainda assim cheia de incertezas e de dificuldades que vão se ajeitando com o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, esse negócio de ficar arrumando fita, anotando 'timecode' e descrevendo conteúdo serviu, acima de tudo, para me dar um orgulho danado desse projeto e do que ele conseguiu. Foram dois anos de improvisar, de lutar contra as limitações de material, de buscar soluções criativas onde não tinha dinheiro e principalmente de aprender na marra, fazendo e errando e tratando de acertar na próxima vez. Sou a única pessoa que esteve presente desde a retomada do Caderno 2 até agora, e acho que isso me dá uma perspectiva interessante da trajetória toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente muito boa participou desse projeto em algum momento. Gente que hoje está em outros lugares, e que certamente vai se dar bem no mundo lá fora. Penso na Denise, com quem sempre tive uma interação câmera-repórter espetacular; penso na Bruna, que por um bom tempo ficou no estúdio meio a esmo, mas que quando abraçou o programa se transformou e descobriu que aquilo era o negócio dela; penso na Natália, outra que não sentia nada muito especial por vídeo (ela mesmo me disse algo parecido mais de uma vez) e hoje está cheia de planos para reformular o programa. Penso nos dias em que eu, atolado até o pescoço com problemas de outros projetos, acabei meio que negligenciando o Caderno 2, e mesmo assim ele seguiu em frente e melhorando sempre. Afinal, ele não é um trabalho de indivíduos, e sim de um grupo. E é assim que ele acaba funcionando - às vezes meio aos trancos e barrancos (afinal, somos universitários em processo de aprendizagem, puxa vida), mas sempre em frente até Deus sabe onde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, isso tudo é porque eu sei que meu tempo de Caderno 2 está acabando. Estou nesse negócio há dois anos, parte deles como câmera e parte como diretor. Antes, eu era monitor como todos os outros envolvidos; agora, sou técnico do estúdio, com novas funções, tarefas e responsabilidades, boa parte delas incompatível com meu trabalho no programa. De mais a mais, logo nem universitário vou ser mais - devo me formar no fim do ano, drama que vocês provavelmente poderão acompanhar em detalhes por aqui. Pretendo seguir dentro do projeto durante o primeiro semestre, dividindo minhas funções com alguém - até por uma questão de planejamento e de preparar a sucessão, digamos. Mas na metade do ano não vai ter jeito: passo a bola para outro e me aposento de vez do Caderno 2. Nenhum problema, na verdade - tenho certeza que vão se virar muito bem sem mim, provavelmente fazendo um trabalho ainda melhor do que o feito quando eu estava presente. Ninguém é insubstituível, e isso também é a força e a permanência de um projeto - qualquer projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vou sentir falta desses dias, certamente. Como já sinto dos tempos em que eu não decidia nada no programa, apenas pegava a câmera e ia fazer imagens em algum lugar. Como já sinto dos meus primeiros dias no estúdio, quando qualquer trabalho era o máximo e quase todo fim de semana eu arranjava alguma saída de câmera para fazer. Como já sinto de mesmo antes de eu entrar no estúdio, quando eu invadia aquele lugar para ficar olhando os equipamentos e conversando com as pessoas, só porque eu gostava do ambiente e achava que estar por ali era melhor do que a maioria das opções existentes. O tempo está passando, mas de qualquer maneira é bom perceber que, bem ou mal, eu estou aproveitando ele de uma maneira que me parece correta. Tomara que eu sempre possa lembrar do meu passado recente e ter orgulho do que aconteceu nele, do mesmo jeito que agora eu tenho orgulho (e muito) do Caderno 2. Me parece um bom objetivo a perseguir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38428585-8013964740750229569?l=natusch.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://natusch.blogspot.com/feeds/8013964740750229569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38428585&amp;postID=8013964740750229569&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/8013964740750229569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/8013964740750229569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://natusch.blogspot.com/2007/02/sentimentalismos-de-uma-tarde-de.html' title='Sentimentalismos de uma tarde de fevereiro (ou O dia em que Natusch meteu a mão nos arquivos do Caderno 2)'/><author><name>Natusch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15813861164823244467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38428585.post-116923621983331939</id><published>2007-01-20T08:43:00.000+13:00</published><updated>2007-01-20T08:54:21.440+13:00</updated><title type='text'>BITKIDS: viajando no Submarino Amarelo!</title><content type='html'>Pois é, pessoal, estou feliz: consegui baixar esses dias o CD do Bitkids, na íntegra. Levou algum tempo de procura, e uma certa paciência esperando o “wishlist” do SoulSeek funcionar – sim, eu amo esse programa, ele revolucionou minha vida de uma maneira muito positiva – mas finalmente encontrei alguém com os arquivos e baixei o disquinho, feliz da vida. Estava ouvindo ele pela terceira vez agorinha há pouco, logo antes de começar a escrever esse negócio aqui, e me divertindo horrores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3858/3931/1600/851869/bitkids2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="219" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3858/3931/320/201405/bitkids2.jpg" width="229" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O que é o Bitkids? Bom, para quem não sabe, trata-se de um conjunto infantil que se dedicava exclusivamente a fazer releituras de temas clássicos dos Beatles. Cantavam em português, substituindo as letras em inglês originais por versões bem bobinhas e pueris (melhores que as releituras do Nenhum de Nós, de qualquer modo, mas enfim) e conseguiram lá a sua repercussãozinha na metade dos anos 90, tendo até aparecido no Domingo Legal em uma ou duas oportunidades. Os Bitkids eram Júnior, Freddy, Ricardo e Wei, e tinham certos cuidados na homenagem aos ídolos, como usar cortes de cabelo, vestimentas e instrumentos semelhantes aos de John, George, Paul e Ringo, respectivamente. O único CD saiu em 1996, mas deve ter vendido menos do que os empresários do grupo mirim esperavam, pois é item razoavelmente complicado de achar hoje em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ouvi essa pérola ano passado, lá nas dependências do Dacom (o diretório acadêmico da Comunicação da UFRGS, para quem não sabe). Não lembro quem trouxe a preciosidade, mas foi uma das audições mais engraçadas que fiz em muito tempo. Dá até para dizer que “Gente Demais” (uma versão fabulosa de “Ticket to Ride”) e “Submarino Amarelo” (óbvia, essa) viraram hits instantâneos para os presentes, sendo cantadas em coro até hoje por alguns de nós. As letras, como dito, eram bobinhas ao máximo, a voz de Júnior é esganiçada e meio fora de tom, e toda a obra tinha um clima ingênuo e meio brega que era simplesmente contagiante. Dia desses a Judite, sempre com uma bela memória, me lembrou dessa preciosidade, e lá fui eu catar os mp3, e tentar descobrir mais sobre os rapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3858/3931/1600/496765/bitkids.psd.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="224" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3858/3931/320/328121/bitkids.psd.jpg" width="299" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Interessante que é meio complicado achar informações dos Bitkids na Web. Pelo que eu consegui descobrir, eles estavam fazendo shows até 2001 pelo menos, embora na época já tivessem se “vendido” e desatado a incluir músicas próprias no repertório. Depois, sabe como é, eles cresceram e resolveram fazer coisas diferentes de suas vidas. Ricardo, o Paul do Bitkids, foi o que melhor se deu no mundo da música, e hoje toca baixo e faz backing vocals no Ultraje a Rigor, vejam só. O Fred, pelo que pude notar, se viu envolto em boatos, e chegou a se dizer por aí que ele tinha casado com uma filha de John Lennon (!) e estava morando no exterior. Seria no mínimo engraçado (para não dizer surpreendente), mas não acho que seja verdade – aparentemente, ele e Wei estão tocando junto com o pai de Fred em uma banda de covers por aí. Mas, vai saber, às vezes a vida é mais fantástica que a ficção... Quem sumiu, mesmo, foi o Júnior, o líder do Bitkids. Ele chegou a tocar por um tempo junto com o Ricardo em outra banda tributo ao Beatles (chama BeatSoulEver, e que teria tocado até no Cavern Club em Londres), mas aparentemente ele deixou o grupo e boatos de Orkut dizem que o rapaz virou garçom e hoje está curtindo um pagode. Espero, de coração, que seja ironia – na verdade acho que é, de qualquer modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. O negócio é engraçado, e é por isso que estou falando dele por aqui. Mas não é um engraçado de tosco, de porco, de mal feito – na verdade, ele parece mais ingênuo do que qualquer outra coisa. Como não ter simpatia por um moleque vestido de John Lennon, cantando desafinadamente o refrão de “Ticket to Ride” como se fosse “Havia gente demais / para namorar”? Como não se divertir horrores com uma “Twist and Shout” transformada em “Chegue Mais, Baby”, descrevendo uma festinha de moleques em um apartamento e ostentando versos de pura poesia como “vou arrastar o sofá”? E, a bem da verdade, diga-se que os moleques tocavam direitinho e que Ricardo, já naqueles tempos, era um baixista de inegável futuro – sério, palavra de baixista, o guri tinha jeito para a coisa. Era um projeto meio bobo, mas que foi pioneiro no mundo – sério, em mais de um lugar li estrangeiros fãs dos Fab Four dizendo que o Bitkids foi a primeira banda mirim especializada em fazer covers de Beatles de que se tem notícia. E acho que é a soma disso que faz tudo ser divertido para mim – esse pioneirismo ingênuo, essa vontade quase infantil de fazer alguma coisa legal e divertida com os amigos, essa desconstrução quase acidental de músicas que já estamos carecas de ouvir e conhecer. Claro que de ingênuos os empresários dos guris não tinham nada, e devem ter forrado as carteiras com as aparições nos programas do Faustão e do Jô Soares. Mas, o que vocês querem que eu diga? Em seu humor involuntário simples e cativante, os Bitkids são uma das coisas mais divertidas que eu ouvi nos últimos tempos, e vão ficar um bom tempo ainda entre as opções de disco do meu Media Player.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38428585-116923621983331939?l=natusch.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://natusch.blogspot.com/feeds/116923621983331939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38428585&amp;postID=116923621983331939&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/116923621983331939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/116923621983331939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://natusch.blogspot.com/2007/01/bitkids-viajando-no-submarino-amarelo.html' title='BITKIDS: viajando no Submarino Amarelo!'/><author><name>Natusch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15813861164823244467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38428585.post-116856639287501132</id><published>2007-01-12T14:45:00.000+13:00</published><updated>2007-01-12T14:46:32.883+13:00</updated><title type='text'>A roleta e a distância</title><content type='html'>Enquanto voltava de ônibus para casa hoje, no fim da manhã, me ocorreu uma constatação simples que exemplifica bem o quanto o mundo se esforça para cada vez mais afastar as pessoas umas das outras. Nada muito extraordinário ocorreu, na verdade: simplesmente um senhor, lá perto dos seus 50 anos, encaminhou-se para descer do ônibus e, assim que a porta abriu, soltou um não muito alto mas ainda assim nítido 'obrigado' antes de sair do coletivo e se aventurar na vida lá fora. Eu estava sentado bem perto da porta, e me peguei totalmente admirado diante desse simples e singelo gesto de civilidade. Estranhei a mim mesmo - afinal, ele só agradeceu, o que há de mais nisso? Daí, comecei a pensar nas roletas dos ônibus, e acabei percebendo o porquê da minha surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico. Antigamente, as roletas ficavam atrás, no fundo do ônibus, e as pessoas subiam pela porta de trás. O que acontecia: a pessoa subia, passava a roleta e avançava pra se acomodar na frente do veículo. Os lugares de trás, logo antes da roleta, eram geralmente escolhidos pelos mais jovens: lembro que quando eu era moleque, tipo uns doze ou treze anos, me achava o mais delinqüente só porque eu e meus amigos nos espremíamos no banco do fundo e ficávamos fazendo barulho e falando besteiras. Bons tempos mas, enfim, falo mais detidamente disso em outra ocasião. A questão é que, quando a pessoa descia do ônibus pela frente, acabava ficando bem próxima do motorista, e isso servia de incentivo para os mais educados agradecerem o 'chofer' pela viagem (geralmente) sem incidentes. Eu mesmo fiz isso várias vezes, quando fiquei mais velho e perdeu a graça brincar de guri rebelde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o que aconteceu? Tempos depois, mudaram as roletas para a frente do ônibus, medida tomada supostamente para melhorar o fluxo de passageiros, diferenciar mais claramente a área específica para passageiros especiais e aumentar a segurança da viagem. Com isso, passamos todos a subir pela frente do ônibus, bem à vista do motorista, e descer por trás, permitindo que o busão se livre de nós bem rapidinho e siga viagem. E daí?, você pergunta. Daí que - percebam o detalhe - o passageiro que desembarca ficou distante dos profissionais em serviço no ônibus. Os dois ficam lá na frente, e tu desembarca do outro lado. Resultado: a pequena gentileza antes do desembarque ficou completamente desestimulada - afinal, com a distância criada, só erguendo a voz bem alto para se fazer ouvir, e poucos submetem-se ou se dispõem a esse pequeno constrangimento em prol de algo tão pouco valorizado quanto uma gentileza. Percebi com surpresa que era a primeira vez em muito tempo (possivelmente anos) que eu via alguém se dar ao trabalho de agradecer a viagem em um coletivo urbano. E devia fazer tempo para o cobrador também, pois ele nem conseguiu responder: ficou olhando, com cara de quem tinha acabado de ver algum punk vestido de modo muito esquisito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam só: uma simples mudança de posição das roletas nos ônibus colaborando para a desumanização dos relacionamento interpessoais em uma grande metrópole. Fiquei pensando em como era triste que um gesto como o do senhor que acabara de descer fosse visto com tanta surpresa - e também em como era triste perceber que eu mesmo era vítima dessa desumanização, em níveis que eu muitas vezes nem percebia ou demorava eras para perceber. Pensei um pouco nessas coisas, e depois coloquei os fones de ouvido. Fiquei ouvindo um som, distante de tudo, no calor impessoal de um dia de semana porto alegrense.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38428585-116856639287501132?l=natusch.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://natusch.blogspot.com/feeds/116856639287501132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38428585&amp;postID=116856639287501132&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/116856639287501132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/116856639287501132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://natusch.blogspot.com/2007/01/roleta-e-distncia.html' title='A roleta e a distância'/><author><name>Natusch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15813861164823244467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38428585.post-116835672075284407</id><published>2007-01-10T03:53:00.000+13:00</published><updated>2007-01-10T11:19:35.006+13:00</updated><title type='text'>YouTube bloqueado: algo tem que ser feito!</title><content type='html'>Peço desculpas por usar esse espaço para esse tipo de campanha, mas me parece um assunto muito sério e que requer a tomada de posicionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vocês já devem saber há algum tempo, o acesso ao YouTube está sendo bloqueado no Brasil. A decisão da Justiça de São Paulo atende ao pedido de Daniela Cicarelli, modelo-manequim-atriz-apresentadora que teve recentemente cenas de um ato sexual perpetrado com o namorado numa praia espanhola espalhadas pela Web. Alegando invasão de privacidade e dano à imagem pública, ela processou alguns sites especializados em vídeos para tirarem do ar a material constrangedor. O YouTube aparentemente não colaborou tanto quanto ela e seus advogados gostariam, e a solução encontrada foi bloquear o acesso ao vídeo pelo site - o que só pode ser feito com segurança bloqueando o site inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou desde sábado de tarde sem conseguir acessar normalmente o YouTube. Uso o site não só para lazer, mas profissionalmente também - afinal, trabalho com vídeo e tenho até material meu disponibilizado por lá. Graças à genialidade de uma alpinista social e da mente iluminada de algum desembargador, não posso mais acessar um dos domínios mais emblemáticos quando o assunto é vídeo na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é muito séria. Essa decisão estapafúrdia e delirante nos iguala ao Irã e à China, países criticados internacionalmente pelo cerceamento que fazem ao acesso dos cidadãos à Internet. Além disso, abre um precedente poerigosíssimo, gerando jurisprudência em um assunto que requer o máximo de cuidado. Trata-se, simplesmente, de CENSURA PRÉVIA - sob a alegação de que o acesso a um material ilegal deve ser vedado, bloqueia-se o acesso a todo o conteúdo. Se essa situação se perpetuar, logo podemos ter acesso negado a coisas muito mais sérias - e, de mais a mais, pensar que é a atitude de uma pessoa irresponsável flagrada pelas câmeras em atentado ao pudor que nos coloca à beira de uma situação absurda dessas é tragicômico, para dizer o mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu manifesto aqui não só meu repúdio, como meu boicote completo a essa situação. Primeiramente, é possível acessar legalmente o YouTube: a decisão da justiça não especifica a ilegalidade de navegação do site, mas somente a de acesso ao vídeo proibido. Assim, basta utilizar um proxy internacional e acessar o YouTube sem maiores problemas. Abaixo, um link do Linux Brasil que ensina como fazer isso no Firefox e no Opera:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br-linux.org/linux/bloqueio-como-acessar-youtube-censurado"&gt;http://br-linux.org/linux/bloqueio-como-acessar-youtube-censurado&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se optar por essa solução, lembre-se sempre de desabilitar o proxy após navegar no site - pois ele é totalmente monitorado, e mesmo senhas pessoais ficam registradas no log do mesmo. Há quem diga que simplesmente substituindo o 'www' por 'www2' ou 'www3' o acesso é possível - eu tentei e não consegui, mas de repente vocês têm mais sorte do que eu. Diz-se também que o uso do Google Accelerator (&lt;a href="http://webaccelerator.google.com"&gt;http://webaccelerator.google.com&lt;/a&gt;) funciona, mas esse eu não testei ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra atitude - a qual eu sugiro a todos com entusiasmo - é o boicote à Daniela Cicarelli e aos produtos que ela vende ou dos quais ela participa. Há forte campanha pelo boicote às lingeries Hope (que tem a cidadã como garota-propaganda) e à MTV. Emails de protesto podem ser enviados a &lt;a href="mailto:mtv.responde@mtvbrasil.com.br"&gt;mtv.responde@mtvbrasil.com.br&lt;/a&gt; , e minha decisão é não consumir nada relacionado à MTV (programação de TV ou site, revista e demais artigos de merchandising) enquanto meu acesso ao YouTube não for regularizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão judicial ainda está sustentada em liminar, de modo que logo o mérito deve ser julgado. Pessoalmente, duvido muito que as instâncias superiores do Poder Legislativo permitam a continuidade dessa aberração, que agride inclusive o Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que se refere à circulação livre de informações. De qualquer modo, a mobilização é fundamental na minha opinião, porque mexeram com uma coisa muito mais séria do que vídeos de sacanagem e domínios de Internet: a liberdade de acesso à informações, um dos pilares fundamentais de toda a atividade da Web e um dos principais motivos para ela ter tamanho potencial revolucionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem novamente esse tipo de manifestação, mas achei importante que ela fosse feita. Voltamos agora à programação normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ATUALIZAÇÃO: desde o início da tarde dessa terça feira, o YouTube voltou a seu funcionamento normal, e está novamente acessível sem restrições para os usuários brasileiros. A decisão veio em forma de liminar, e contou com o apoio do próprio desembargador responsável pela  medida inicial, que considerou o texto final da primeira liminar "dúbio" e optou por revisar o processo. De qualquer modo, não é algo definitivo, e já se acenou com a possibilidade de uma nova "suspensão provisória" dos serviços do YouTube, que poderia durar "30 dias ou mais", até que todos os vídeos da modelo-manequim-atriz-apresentadora fossem retirados do ar. Seguimos atentos, e sigo sugerindo as medidas descritas no post acima - ou seja, ele vai continuar aí mesmo onde está, por enquanto.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38428585-116835672075284407?l=natusch.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://natusch.blogspot.com/feeds/116835672075284407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38428585&amp;postID=116835672075284407&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/116835672075284407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/116835672075284407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://natusch.blogspot.com/2007/01/youtube-bloqueado-algo-tem-que-ser.html' title='YouTube bloqueado: algo tem que ser feito!'/><author><name>Natusch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15813861164823244467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38428585.post-116786012773241762</id><published>2007-01-04T10:34:00.000+13:00</published><updated>2007-01-04T10:35:27.740+13:00</updated><title type='text'>Sobre a chuva em Porto Alegre</title><content type='html'>Na minha rua tem um rio. Não sei se vocês sabem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, não é bem um rio, na verdade. Como explicar? Bem, vou explicando a vocês que moro num condomínio que era para ser fechado, mas não é: graças à genialidade da nossa prefeitura, o caminho foi aberto e hoje até caminhão e linha de lotação passa por aqui. Seja como for, a rua é de paralelepípedos, e as bocas de lobo são ao estilo antigo – aquelas que entopem mesmo, sabem? Vocês devem conhecer. Então, mesmo não sendo uma rua em baixada, basta vir uma chuva mais forte e – vejam só! – lá está o Arroio passando bem em frente da minha casa. Uma água bem marrom, um cheiro bem de esgoto, coisa linda de se ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, depois de uma onda terrível de calor (quem está ou estava em Porto Alegre sabe), eis que finalmente o céu parou de ameaçar e resolveu desabar de vez sobre nossas cabeças. Depois de um dia tranqüilo e divertido (trabalho de manhã, algumas compras que devem render algumas postagens em futuro próximo de tarde), chego em casa feliz da vida e, tão logo ponho meus pés no aconchego escaldante do lar, cai o toró. Em um primeiro momento, lamentei: que droga, porque não choveu enquanto eu tava na rua? Ia adorar tomar um caldo depois de mais de uma semana de tormento. Mas logo o que era chuva virou dilúvio e acabei dando graças aos céus por estar em casa, vendo tudo pela janela entre uma frase e outra no MSN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas vezes o rio esteve tão, digamos, caudaloso quanto hoje. Em questão de minutos, surgiu um rio de dar inveja ao Tietê, tanto em volume quanto em coloração. Quer dizer, eu imagino, posto que nunca visitei SP e do Tietê só conheço a fama – mas enfim, vocês devem ter entendido a analogia meio grosseira. A água tomou conta da rua, das calçadas, dos jardins do meu prédio e do prédio em frente e, finalmente, chegou à conclusão de que não era suficiente e resolveu inundar também as entradas dos prédios em si. Carros pararam no meio da rua e tiveram que ser arrastados, outros foram forçados a dar ré porque não tinham como passar. Pessoas voltaram para casa do trabalho com água até perto dos joelhos, e os bueiros transbordaram, trazendo à tona não só um monte de lixo como uma fauna, digamos, desagradável. Os vizinhos de baixo tiveram que fechar as janelas e, bem, não vou entrar em detalhes porque vocês são pessoas legais que não me fizeram nada de mal e não merecem, mas não foi bonito. Não mesmo. Dei graças aos céus por morar no terceiro andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é disso que eu quero mesmo falar, e sim dos objetos que vi flutuando nesse riacho urbano que virou a frente do meu prédio. Fora as coisas que são, digamos, comuns nesse tipo de incidente (tipo pedaços de papelão, garrafas de plástico, folhas de árvores e todo o tipo de lixo), vi certos elementos um tanto insólitos, como um pé de chinelo rosa, um rato morto (deve ter sido água demais, que descanse em paz), uma placa de carro, um guarda chuva aberto e sem sinais de estar estragado e uma lâmpada fluorescente que, curiosamente, não estava quebrada. Mas o que mais me impressionou nem foram essas coisas, e sim um pequeno objeto branco e frágil que vi descendo a rua, em um momento em que ninguém falava comigo no MSN e resolvi dar uma olhadinha mais atenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um barquinho de papel. Um singelo, simples e bem construído barquinho de papel, descendo de modo gracioso aquela correnteza fétida e mesmo assim mantendo um ar que eu qualificaria como de dignidade absoluta - não fosse o objeto, afinal de contas, um barco de papel. Não faço idéia de quem o fez, ou de onde começou sua jornada, mas foi singrando as águas turvas sem hesitação, como se a rua inundada fosse um oceano e suas dobras de papel a proa e a popa de uma embarcação acostumada às intempéries do mar revolto. Fiquei ali, admirado, testemunhando essa travessia corajosa, que veículos automotores desistiam de fazer mas aquele pedaço de papel encarava sem pensar duas vezes. Assim foi o barquinho, desviando das coisas sujas e podres que cruzavam seu caminho - e, pasmem, dobrou com graça a esquina, como se guiado por timoneiro vigoroso, e sumiu da minha vista em ritmo acelerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um barquinho de papel. Meu Deus, até em inundação urbana a gente pode encontrar um pouco de poesia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38428585-116786012773241762?l=natusch.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://natusch.blogspot.com/feeds/116786012773241762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38428585&amp;postID=116786012773241762&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/116786012773241762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/116786012773241762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://natusch.blogspot.com/2007/01/sobre-chuva-em-porto-alegre.html' title='Sobre a chuva em Porto Alegre'/><author><name>Natusch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15813861164823244467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38428585.post-116742019622778588</id><published>2006-12-30T07:55:00.000+13:00</published><updated>2006-12-30T09:37:22.323+13:00</updated><title type='text'>Para começo de conversa</title><content type='html'>Pois é. Acho que agora vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar resumir a história para quem estiver interessado (creio que ninguém, mas enfim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante cerca de um ano, este humilde servo que vos fala manteve um blog chamado Era Uma Vez Em Porto Alegre, sob a alcunha de Igor Eastwood. O blog tinha um conteúdo focado basicamente para textos literários e pequenas desventuras do meu cotidiano - formula bem típica de blog pessoal. Foi divertido, mas fiz meu último post em fevereiro de 2006 e daí nunca mais me animei. Cheguei à conclusão de que era um negócio sem sentido, e de mais a mais a persona Igor Eastwood (que já tinha tomado conta do meu MSN e de alguns outros meios de interação virtual também) estava sinceramente enchendo o saco. Não vou entrar em discussões de múltipla personalidade porque isso seria auto-indulgente e não vem ao caso, mas simplesmente era uma figurinha que estava começando a querer aparecer mais do que deveria. Em suma, morte a Igor Eastwood, tchau blog, até nunca mais e era isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei um tempo considerável sem blog algum, até que no início de outubro eu e meu chapa Marcelo Allgayer fundamos o Bola Romena. Surgido de algumas brincadeiras que fazíamos sobre o futebol do leste europeu, e inspirado de modo semi-direto no sensacional Carta Na Manga do mestre Vicente Fonseca, o Bola Romena se propõe a ser o único portal em língua portuguesa sobre o futebol da Romênia - e devo dizer que provavelmente é exatamente isso que ele é, para o bem e para o mal. Óbvio que tem uma baita carga irônica envolvida nele, e muitos dos posts são engraçados para caramba - de mais a mais, é uma 'homenagem' e uma tiração de sarro dos que dizem entender tudo de futebol: de futebol ROMENO, ninguém manja mais que eu e o Allgayer. É um troço muito divertido, sério mesmo. Atualmente, nosso grande Allgayer está meio afastado, de modo que eu estou tocando o barco meio sozinho, mas continuo curtindo muito fazê-lo e acho que vou continuar por um bom tempo ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora esse aqui. De uns tempos para cá, ando pensando em retomar o modelo egocêntrico-personalista de blog, mas não tinha ainda me decidido de vez por isso. Tentei um, mas até tirei do ar: era olhar para o endereço dele e me dava desânimo de sequer pensar em postar algo. Agora, esse aqui - e chegamos nesse momento, onde vou dar uma de pomposo e fazer uma pequena declaração de princípios. É simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Vou postar aqui qualquer coisa que me der na telha;&lt;br /&gt;2) Periodicidade não existe - vou postar quando achar conveniente, se tiver vontade;&lt;br /&gt;3) Fotos podem aparecer, ou não;&lt;br /&gt;4) Qualquer assunto é assunto aqui - até futebol romeno;&lt;br /&gt;5) Se eu repetir material antigo, não estranhem;&lt;br /&gt;6) Não reclamem se os textos forem longos;&lt;br /&gt;7) Nada de alter-egos. Aqui é Igor Natusch falando, sempre - se não gostarem do quer for dito, sinto muito, mas fui eu mesmo quem disse e assino embaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é isso. Eu sei que nunca vai ter muita gente lendo isso aqui, mas agradeço antecipadamente todos que se arriscarem. E chega de papo furado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38428585-116742019622778588?l=natusch.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://natusch.blogspot.com/feeds/116742019622778588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38428585&amp;postID=116742019622778588&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/116742019622778588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38428585/posts/default/116742019622778588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://natusch.blogspot.com/2006/12/para-comeo-de-conversa.html' title='Para começo de conversa'/><author><name>Natusch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15813861164823244467</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
